NEUROCOACHING PARA LEIGOS

Você tem noção do que seja Neurocoaching? 

 

Pois bem, muito se tem pesquisado sobre o cérebro e, aos poucos, a neurociência vem demonstrando que é possível compreender e identificar o que realmente define nossos comportamentos, e a relação deles com as emoções e pensamentos, ou seja, a neurociência cognitiva estuda os fenômenos de aprendizado, memorização e raciocínio. Já a neurociência comportamental tem por objetivo compreender como as emoções, pensamentos e influências moldam as atitudes do indivíduo e a sua relação consigo mesmo e com as outras pessoas. O Neurocoaching   é o resultado da união dos conhecimentos avançados sobre o cérebro humano associado às melhores técnicas e práticas de Coaching.

 

O Coaching é uma grande ferramenta de desenvolvimento humano que passa por constante evolução. Muitas vezes, pode ser aplicada em conjunto a outros métodos e práticas dando origem a uma nova metodologia de Coaching mais específica e aprofundada, como é o caso do Neurocoaching.

 

O coachee é, portanto, o sujeito do processo de Neurocoaching que é estimulado a reconhecer e a desenvolver suas forças, vencer resistências internas chegando a alcançar seus objetivos e atingir suas metas.     

 

Cabe então reconhecer que Neurocoaching para as pessoas leigas é no mínimo um tema curioso. É notória a expressão de “não sei nada sobre esse assunto”, estampada nos seus semblantes quando se deparam com o mesmo. Inicialmente, calam-se, refletem, alguns buscam pesquisar sobre, outros descartam a ideia de toda e qualquer possibilidade de conhecimento, pois, para elas, trata-se de algo novo, inusitado com toda certeza. Para tanto, torna-se necessário definir que é a prática de uma metodologia moderna e extremamente apropriada a qual leva as pessoas a estímulos em busca de mudanças nos diferentes setores das suas vidas e meios em que estejam elas inseridas, ou seja, para aquelas que se sentem incompletas em algum aspecto e realmente pretendem o sucesso, uma melhor qualidade de vida, melhores relacionamentos, com essa metodologia descobrirá, no seu íntimo, possibilidades para tais mudanças a partir da sua vontade e da capacidade interior que habita em cada ser humano que, para muitos, nunca lhes passou pela cabeça terem tal possibilidade.

 

Na atualidade, várias empresas e instituições, em diferentes áreas, de pequeno ou grande porte, já vêm adotando palestras e cursos aos interessados e, qual não é a surpresa, ao notarem significativos avanços na prática emocional, social e profissional dos seus funcionários. Muitos empresários que optaram por oferecer essa metodologia aos seus subordinados encontram-se realizados, pois os resultados e expectativas das suas empresas dobraram ou triplicaram, e o mais importante, com qualidade e bem estar de toda equipe envolvida.

 

Considerando que o Neurocoaching oferece tais possibilidades, seria extremamente interessante e oportuno que essa prática fosse adotada no campo educacional e mais precisamente nos cursos de formação dos educadores brasileiros. Várias instituições de ensino têm buscado cursos de capacitação para professores que se deparam com verdadeiros desafios que muitas vezes dão a impressão de serem intransponíveis, levando o profissional a sérios conflitos, apesar da busca por novas estratégias sem alcançar o resultado esperado. O ideal seria que nos cursos de graduação, na formação dos educadores, fossem incluídas noções de Neurociência como base para uma futura prática em Neurocoaching, a fim de que todos tivessem a clara noção de que os recursos para administrarem bem tais desafios encontram-se no íntimo de cada um que busque promover significativas mudanças.

 

Não se pode ignorar a realidade da inclusão diversificada que o professor deste século vivencia desde a Educação Infantil ao Ensino Médio. Ele, muitas vezes, precisa transformar-se num verdadeiro mágico criando novas possibilidades para lidar com tantas diversidades ao mesmo tempo. Nesse momento, a aplicação do Neurocoaching seria bem apropriada evitando que o estresse ou uma possível depressão pudesse tomar conta desse profissional por se sentir impotente. No entanto, essa realidade parece estar muito distante do ideal, considerando que não há o investimento devido ao profissional dessa área e os cursos a eles destinados não oferecem tal possibilidade. Sabemos que algumas instituições escolares privadas, poucas ainda, já oferecem essa oportunidade ao corpo docente, favorecendo não apenas a boa qualidade de vida do professor, mas principalmente mudanças significativas nos resultados do ensino-aprendizagem, sem contar com o bem estar de toda equipe.

 

Cabe salientar que, ser leigo nesse campo não é característica restrita aos profissionais subordinados ou menos esclarecidos apenas, há de se reconhecer que renomados executivos, empresários, mantenedores e muitos gestores não aceitam tal metodologia por considerarem irrelevante para o crescimento e sucesso das instituições. Ainda há considerável resistência por desconhecerem tal proposta. Portanto, conclui-se que a representatividade leiga no campo da Neurociência ainda é a maior parte, tornando-se impossível o domínio sobre o tema Neurocoaching.