Neurocoaching e a Mudança de Comportamento

 

A neurociência está em alta, pois, em tudo o que se adiciona o termo neuro ou qualquer relação que se faça ao sistema nervoso, dá a impressão de mais legítimo ou mais científico mesmo que a neurociência não tenha nada a acrescentar. Como se as outras ciências não pudessem representar-se de forma suficiente.

 

O que desperta a curiosidade para verificar em que realmente a neurociência pode acrescentar no desenvolvimento humano, bem como o neurocoaching pode distinguir-se neste caso. Como saber um pouco de cérebro somado as técnicas de coaching pode contribuir para despertar a mudança de comportamento?

 

A origem da palavra Coach surge da atividade de cocheiros franceses que transportavam pessoas de um lugar para o outro. Transferindo para o coaching atual passa a significar o processo chamado de mudança de comportamento. Ao incluir a neurociência compreende-se o funcionamento cerebral e o seu reflexo no comportamento humano, para dar passos maiores na direção do desenvolver-se. O autoconhecimento, a autoconsciência, o controle das emoções e a agitação dos pensamentos levam a uma compreensão plena, e a reconhecer os obstáculos internos para focar no objetivo a ser alcançado.

 

O cérebro resiste muito a críticas e inibições, deixando-o em estado de alerta. Por isso o treinamento que inclui inspiração e contestação, vem como um estímulo externo para acordar a motivação, ou seja, promover o estimulo interno onde o coachee descobre por si mesmo o que o move, o que o faz decidir e o leva a envolver-se com o seu objetivo, desfrutar a ação e então encontrar o que busca.

 

 

Intrigante é traçar a linha divisória entre cérebro e a mente. No cérebro o órgão, na mente a atividade psíquica, o primeiro como máquina e o segundo como sistema, se um é como o hardware o outro, o software. No cérebro a matéria viva, na mente as emoções, pensamentos, vontades, consciência e inconsciência. É relevante ressaltar como até a influência no trato com a criança pode determinar a insegurança no mesmo homem já adulto, exemplificando a conexão entre ambos.

 

Detentoras das teorias que explicam as interações do organismo-comportamento se destacam a sociologia, a psicologia, a psicanálise e a psicologia humanista. Entretanto seja polêmico mencionar Skinner que acaba por ilustrar que o organismo é como uma caixa vazia que recebe com ímpeto, os estímulos e termina por reagir com respostas automáticas. E que mudar o comportamento é um processo mais sob o controle interno, mas também das interações do meio, pois até um “uhum” pode ser um estimulo social. Que os comportamentos são obtidos pelo esforço-estímulo do comportamento desejado, que será até mecânico se condicionado para isso.

 

Dificilmente consegue-se mudar uma atitude que o cérebro já mecanizou, qualquer tentativa de mudança implica na resistência do órgão que não quer despender energia além do programado. Entretanto, uma vez que se foca na mudança voltando sua atenção para o novo comportamento, controlando-o, através de novas conexões chamadas sinapses é possível reprogramar.

 

Partindo do córtex frontal, o processo de aprendizagem cria etapas de soluções, pela capacidade cerebral de assimilar memórias, sentimentos, organizar informações complexas e reagir de acordo com a necessidade. Por isso pode-se afirmar o quanto é relevante o neurocoaching no desenvolvimento humano, que através de um processo irá estimular pelas vias apropriadas, o novo comportamento.

 

Indescritível o momento de conceber o Insight, quando o cérebro usa a memória e processa as informações, encontrando uma solução. Uma nova sinapse e o caminho para o novo aprendizado expande as conexões e produz a mudança de comportamento. Tal descoberta pode até, inicialmente, vir acompanhada de uma sensação incômoda, mas resulta num misto de liberdade e energia para praticar o novo que antes parecia impossível. 


Mesmo com a motivação interna estática, os estímulos produzidos pelo neurocoaching, através de ferramentas específicas, produz uma centelha de felicidade no coachee que é colocado na trilha do objetivo tão sonhado. Encoraja o autoconhecimento e a descoberta dos próprios valores que acabam por determinar a direção a trilhar na esperança da possibilidade de acontecer.

 

 

 

 

 

 

 

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