Neurocoaching: Era só o que faltava!

 

Entre idas e vindas na trajetória profissional (e, de vida), o apelo interno, a grande inquietação se instalou e, exigiu uma revisão, uma reavaliação das escolhas feitas e, mais ainda, das que não foram feitas e, talvez expliquem a origem da inquietação.

 

Mais do que a busca pela retaguarda financeira, pela fonte de sobrevivência material, chega o momento em que sobreviver não basta, não é mais o que se aceita como mera consequência do decorrer da vida:

 

- Como tem passado?

- Sobrevivendo!

 

Não aceitar mais sobreviver e, clamar pela vida boa de se viver, aquela em que se tem realização, em que se cultive mais instantes de felicidade.

 

“Se você vai ter que conviver com você mesmo até o fim, se você vai ter que se aguentar até o fim, se você vai ser espectador de você mesmo até o fim, é melhor que se encante com o que faz”.

Clóvis de Barros Filho.

 

Diante dessa jornada pela satisfação profissional, como alguns dos mecanismos de mitigação e apoio aos desencontros entre talentos e carreiras, entre vida profissional e pessoal, resultando em pessoas insatisfeitas e desmotivadas, o papel do coach vêm ganhando espaço, ajudando pessoas a identificar e encontrar a satisfação de realizar objetivos.

 

Tive a oportunidade de vivenciar um processo de coach em algum momento dessa trajetória e, há que se atribuir méritos aos benefícios do processo, mas, a sensação ao final era de que algo havia faltado. Há uma notória aplicação técnica, sem nenhum demérito, mas que propõe em sessões de algumas horas, a construção de um plano de ação que irá solucionar uma questão proposta pelo coachee. Numa primeira experiência, com esse viés, não funcionou por completo. Eis que a oportunidade de conhecer o neurocoaching surge numa conversa de café, no meio do expediente.

 

Quando vivencio que, para que haja um processo de transformação, o processo emocional precisa ser considerado e, que ao acrescentar essa experiência à jornada, descubro os medos, os sabotadores, as dores, as angustias que, muitas vezes, desvirtuam a clareza de seus objetivos ou, lhe furtam a coragem de sair de um estágio de insatisfação para um estágio satisfatório...Uau! Era isto o que faltava!

 

Vivenciar o neurocoaching foi claramente um estímulo ao reconhecimento e, ao desenvolvimento de minhas forças, foi trazer à luz a importância do autoconhecimento e, do conhecimento a respeito do outro. E, trata-se de um profundo mergulho interno aonde descobrimos nossas resistências internas, descobrimos nosso sistema de crenças e, mecanismos de defesas que insistem em parecer nos poupar, nos proteger das tensões internas e externas, mas, que no fundo, são os grandes sabotadores que nos impedem de saltar de um estado atual (indesejado) para um outro estado (desejado).

 

“Crenças são as grades de uma cela invisível, que o prendem a uma vida que é menor do que a que se poderia ter verdadeiramente. A sensação é semelhante à de um animal do zoológico que é liberado em um grande parque, mas ainda está confinado aos limites de sua velha jaula”.

Dr. Tiago Oliveira

 

Ah sim, sobre aquela inquietação interior, ela ainda existe, mas, agora conhecida e desvendada, sinto-me empoderada a continuar firme na jornada rumo à realização profissional e pessoal. Finalmente, tenho um plano de ação consistente e que faz sentido para minha vida. Tudo resolvido? Claro que não, a vida é uma jornada, mas, agora, sei o que faltava.

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